Joaninha Calamitosa

Fevereiro 3, 2009

Joaninha Calamitosa
espetou um compasso
que por acaso
até era d’aço

roubou uma grosa
(o que é uma grosa?)
doze dúzias
mais de cem
ou então aquilo
com que alisa a madeira
o sr. Déndén 

(Déndén?)

Espera aí…
senão eu perco-me
neste vaivém

Roubou uma grosa
p’ra cima de cem
esquece a história do sr. Déndén

pegou num carrinho
que estava na mata
voou pela encosta
de um diplomata

Deixou um rasto…
(Como um caracol?)
Nã… era assim mais como um vendavol
(Não é vendavol, não é não)
Pois não, pois não…
Era mesmo igualzinho ao de um camião

Piadas de Caserna

Dezembro 30, 2008

O impertinente Intendente
dizia: Entre.
Ao Marechal Machado Bento
Homem alto e algo lento 
De cabeça ao léu e bigode ao vento

Trovas

Março 7, 2008

Debaixo de uma árvore grande um trovador gordo toca banjo de uma forma extremamente profunda. Tenta conquistar a bela D. Maria Cerveira Pouquinho que além de casada é surda.

Mascalzone

Março 6, 2008

Um príncipe – cheio de charme e lábia – deixa na beira da estrada, num dia de chuva, três princesas que pedem boleia. Porquê? Perguntamos todos nós… Há muitas hipotses mas só uma delas é verdadeira. Além destas duas, aceitam-se todas as contribuições que possam ajudar a fazer luz sobre o assunto.

Hipótese 1
Porque são gordas e não cabem todas no carro.
“Nem pensar em estragar a suspensão”

Hipótese 2
Porque é tão vaidoso que nem as vê, ocupado como está a endireitar a gravata.
“O que era aquilo na beira da estrada?”

No Palácio

Março 5, 2008

Duas resmas de avantesmas
Marcam passo no terraço
Um patola de cartola
Vira o disco, faz-lhe um risco

Grita o rei: – Eu já voei
Na banheira caloteira
Viajei pela calote
Do meu lindo e belo pote

O macaco no cavaco
A rainha na cozinha

Era uma vez um Gato Maltez
Tocava piano e falava francês
Jogava às cartas de quando em vez
Contando os bigodes: um, dois, três

Enquanto dançava de forma cortez
Fazia a corte à menina Inês
A audácia foi tanta, que no fim do mês
Fugiu com ela para o reino de Fez

Ao ver a filha partir, o Marquês
Agarrou em mil reis, contratou um chinês
Enfiou-o num bote de nome Talvez
Mandou-o dar cabo do Gato Maltez

Passados uns anos chegou o chinês
Mas não encontrou a linda Inês
Já farta das petas do Gato Maltez
Casou-se e bem, com um rico burguês

Mas como não há duas sem três
Depois de fugir com o Gato Maltez
E de se ter casado com o fino burguês
Acabou nos braços do nosso chinês

Mandou às urtigas a vida que fez
Acabou com a história do era uma vez
Quem sabe se há mais, daqui a um mês?
Que grande malandra a menina Inês