O Maestro

Março 5, 2008

O maestro estava encantado com Brahams. Brahams na sua morada final também se mostrava encantado. A orquestra qual amante maleável a todos os seus caprichos, desdobrava-se em brilhantes execuções individuais que empurravam o público nota a nota para a euforia das grandes noites. E este, enorme animal amestrado que sabe exactamente o que se espera dele, aguardava ansiosamente a chegada de cada uma dessas notas sem ousar respirar. Uma insensatez absurda invadia os gestos e imobilizava os olhares.

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